Com dificuldade para vender online? Empresas ajudam pequenos negócios

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Companhias como Magazine Luiza e Ebanx disponibilizam plataformas para que prestadores de serviço e comerciantes possam vender online

Com a pandemia do coronavírusempreendedores e autônomos precisam se reinventar e repensar seus negócios para continuar de pé. A quarentena e as recomendações de isolamento social impõem uma dificuldade técnica extra, já que pequenas e médias empresas não estão acostumadas a operar no comércio eletrônico. Para quatro a cada dez empresas brasileiras, as vendas realizadas em canais digitais correspondem a apenas 10% de seu faturamento.

Para ajudar empreendedores e vendedores a entrarem no mundo online, algumas empresas e fintechs oferecem soluções. A Loja Integrada, por exemplo, disponibiliza uma plataforma que os ajuda a se conectar com clientes, receber os pagamentos e enviar os produtos. A plataforma é gratuita e a partir dos 50 produtos catalogados ou de 5.000 visitas, há um plano mensal de 49,90 reais.

Entrar no comércio eletrônico não apenas permite que os negócios continuem recebendo receitas, mas também ajuda o varejista a expandir sua atuação. Uma loja de bairro tem clientes em um raio limitado, mas uma loja online pode alcançar consumidores muito mais distantes, diz Pedro Henrique, presidente da Loja Integrada. A plataforma está conectada a diversos serviços de entrega por motoboy, como a Loggi.

 

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Ao oferecer a plataforma de comércio eletrônico para os varejistas, Henrique percebeu que os empreendedores tinham dificuldades ainda mais profundas. “Percebemos que o desafio não é técnico, de criar a loja, mas também de atrair os consumidores”, diz. A empresa passou a criar conteúdos com dicas de venda e financeiras.

A empresa faz parte do grupo Vtex, empresa de tecnologia para o comércio eletrônico, e já vendeu mais de 20 milhões de produtos na história da plataforma, com mais de 1 milhão de lojas criadas. São 600 novas lojas por dia. Nos últimos dias, a plataforma teve um crescimento de 20% em relação ao acesso ao site e mais de 46% em relação a criação de lojas virtuais.

Parceria na venda online

A gigante varejista Magazine Luiza também decidiu usar sua experiência em venda online para ajudar os pequenos negócios. Percebendo a necessidade neste momento de crise, a empresa decidiu antecipar seus planos e lançou, na terça-feira, a Parceiro Magalu. “Fizemos em cinco dias o que estava planejado para ser feito em cinco meses”, diz Frederico Trajano, presidente da companhia.

A plataforma oferece suporte para microempreendedores individuais (MEI) e empresas com faturamento até 5 milhões de reais por ano. Por lá, os empresários podem cadastrar seus estoques de produtos no site e aplicativo do Magazine Luiza, se conectando com os mais de 20 milhões de clientes da companhia. As entregas são feitas pelos Correios, sem custo para o lojista, mas o Magu vai cobrar, por venda, uma taxa de 3,99% até o dia 31 de julho.

Para as pessoas físicas, que trabalham como autônomas, a nova plataforma do Magalu oferece um sistema de comissões. As pessoas podem criar suas lojas individuais usando os mais de 7 milhões de produtos disponíveis no Magazine Luiza. A cada venda realizada, o parceiro recebe uma taxa, como acontece com as revendedoras de empresas de cosméticos.

As comissões por venda variam entre 1% e 12%, a depender do produto. A cada 50 reais acumulado, o parceiro pode solicitar o repasse em sua conta, que poderá ser feito em até 34 dias . Durante a pandemia, o Magalu incentiva que os produtos sejam vendidos por meio de redes sociais individuais, como Facebook, Instagram e WhatsApp. No futuro, os parceiros poderão realizar vendas de porta em porta, com pagamento por meio do aplicativo.

FONTE: Exame

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